Conhecida no passado como a Cidade da Bahia (antiga grafia de Baía), Salvador é familiar aos navegantes desde o início do século 16. As “cartas de marear” portuguesas marcavam o porto da Bahia como o ponto de parada obrigatória para as naus comerciais da rota ocidental do Atlântico Sul. No percurso entre a Europa e o Oriente, os navegantes só contavam com o apoio do porto de Salvador para suas embarcações, que oferecia abrigo seguro, materiais para reparos navais, provisões, tripulação e o que mais fosse preciso para o sucesso das jornadas rumo à Índia ou no regresso á Portugal.
Fundada pelos portugueses em 1549 como uma cidade-forte, Salvador era cercada por uma grande muralha e defendida por muitas baterias de canhões posicionadas em locais estratégicos voltados para o mar. Essa providência era necessária porque corsários e piratas atacavam o porto com freqüência, já que as naus ancoradas sempre estavam carregadas de produtos europeus para o Oriente mercadorias orientais para a Europa. Além disso, as naus carregadas com o açúcar produzido na região situada no entorno da Baía de Todos os Santos, que tinha alto valor comercial e era alvo principal da cobiça dos assaltantes embarcados. A exportação de açúcar nos séculos 16, 17 e 18 trouxe os recursos necessários para a construção de um patrimônio arquitetônico religioso, civil e militar considerado de alto valor para a cultura mundial, um conjunto cultural que se tornou uma das principais atrações turísticas de Salvador.
Capital da Colônia do Brasil até 1763, a cidade manteve sua liderança política e econômica até finais do século 19, mas continuou cosmopolita e povoada por imigrantes vindos de várias regiões do mundo. Hoje a cidade possui cerca de 3 milhões de habitantes e uma infra-estrutura de uma metrópole.
É o segundo destino turístico internacional do Brasil e o lugar preferido pelos brasileiros para passar as férias. O seu porto comercial foi ampliado e modernizado. O turismo náutico cresceu rapidamente com a implantação de modernas marinas que oferecem toda a estrutura e os serviços capazes de atender as melhores expectativas dos navegantes em viagens de passeio ou em competições esportivas.
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SUBÚRBIO FERROVIÁRIO
Adentrando na Baía, seguindo a costa leste, chega-se na área denominada de subúrbio ferroviário, local percorrido pelos trilhos das linhas de trem que atendem os 20 bairros da região, sendo os principais: Lobato, São Bartolomeu, Pirajá, Plataforma, Escada, Piripiri e Paripe. Esta região, onde começa o Recôncavo Baiano, foi explorada economicamente desde a chegada dos portugueses ao Brasil, há 500 anos, inicialmente com a extração da madeira, depois com a plantação de cana-de-açúcar, a cultura do tabaco e extração do petróleo. O primeiro poço de petróleo do Brasil foi furado no bairro de Lobato. Em 15 quilômetros de litoral estreito, com mangues, baixios e tabuleiros, a praia mais freqüentada nessa região é a de São Tomé de Paripe. Esta praia apresenta parte dela isolada, por se encontrar em área que pertençe á Base Naval de Aratu, sendo proibido a aproximação e fundeio no local.
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