DIQUE DO TORORO

 

Com um espelho d´água natural de 110 mil metros quadrados, o Dique do Tororó fica localizado, no centro da cidade, no coração de Salvador, sendo tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. <Clique no dique> Veja clip do local.
O espaço preferido para os amantes do esporte tem pista de cooper, raias para a prática do remo, decks para a pesca, piers para pequenas embarcações, equipamentos de esportes e ginástica, playgrounds, dentre outros. Na área do Dique também estão concentrados alguns, além de restaurantes e estacionamento com 150 vagas. A praça tem um palco flutuante para a realização de shows e espetáculos.
Um dos grandes atrativos da lagoa são as esculturas dos diversos Orixás (do artista plástico Tati Moreno) – símbolos da cultura e da religiosidade baiana. Para os adeptos do Candomblé (uma das mais fortes religiões do Estado), o Dique é uma das moradas de Oxum, orixá da água doce. O folclore popular conta que o Tororó era um lugar onde antigamente se abastecia de água a população da capital. A quadrinha tradicional canta:

Eu fui ao Tororó
Beber água e não achei
Encontrei linda morena
Que no Tororó deixei
Aproveita minha gente
Que a noite não é nada
Se não dormires agora
Dormirás de madrugada...

O Dique foi uma construção dos holandeses que habitaram Salvador a partir de 1624. Esteve por décadas abandonado, mas foi restaurado em 1998. Antes disso, o local recebia esgotos residenciais de diversos bairros da cidade. Hoje, além do tratamento paisagístico em seu entorno, ainda é possível encontrar algumas espécies de peixes como tambaquis e tilápias, embora algumas dessas espécies sofram com processos químicos que impedem a devida oxigenação da água.
Outra curiosidade é a cor esverdeada do Dique. Isto se deve à proliferação de algas, que se multiplicam devido à grande quantidade de material orgânico há muitas décadas acumulada em seu fundo; além do forte calor e luminosidade, propícias ao seu desenvolvimento. Para os amantes da pesca, uma boa observação: lá só é permitida a pesca artesanal feita somente com anzol, não sendo permitido o uso de tarrafas ou redes.



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