Baía de Camamú
Considerada a terceira maior baía do Brasil (a primeira é a Baía de Todos os Santos e a segunda a da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro), oferece variedades de opções aos visitantes, com belas prais, como Taipus de Fora, considerada uma das mais encantadoras do país, onde se encontram inúmeras pequenas ilhas no seu interior e a deslumbrante Cachoeira de Tremembé no interior do Rio Maraú locais ideais para a prática de esportes náuticos.
Nesta baía existem pequenas vilas, locais de veraneio e turismo com boa infra-estrutura, como Barra Grande e Mutá, destacando-se ainda as localidades de Ilha Grande, Ilha Pequena, Sapinho, Goió e Campinho, excelentes para o fundeio e permanência de embarcações. Com ventos constantes e águas fundas e calmas, a Baía de Camamú oferece condições favoráveis para velejar e muitos pontos seguros para ancorar. O barco é o melhor meio de transporte para descobrir este paraíso, podendo-se alugar uma lancha rápida ou um barco nos portos de Barra Grande e de Camamú. Durante a temporada turística, escunas organizam passeios para grupos que devem começar o passeio pela manhã, para aproveitar melhor o dia.
A chegada à Baía, para quem navega do sul, é antecedida pelas praias do Pontal, junto a Itacaré, Aibim, Algodões, Taipus de Fora, dentre outras, até a virada por bombordo, na Ponta de Mutá, para entrar na Baía. Mas, atenção! Embora a entrada da Baía seja larga e de fácil acesso, deve-se sempre consultar as cartas náuticas do local antes de investi-lo, devido a algumas pedras existentes na região.

Ponta de Mutá
Saindo de Barra Grande, uma curta caminhada pela praia leva à Ponta do Mutá, ao extreme norte da Península, e à praia de Três Coqueiros, voltada para o oceano. Um farol marca a entrada da Baía de Camamú onde existia antigamente um forte português. A praia tem muitos coqueiros e belas rochas que afloram à superfície da água. Pelo lado do oceano existem, ao longo da costa inúmeras piscinas naturais, verdadeiros aquários onde o visitante poderá mergulhar em apinéia entre cardumes das mais variadas espécies de peixes.
Campinho
Neste local existe um porto inacabado, onde foram construídos fingers, na década de 70, para atracar navios, que escoariam os produtos originados do centro-sul do país. Atualmente encontra-se abandonado e por ser um local abrigado, nas suas proximidades está concentrada a maior parte dos barcos visitantes. Além de bares e restaurantes, há também velejadores nativos sempre dispostos a ajudar o visitante.
Localizado a três quilômetros de Barra Grande, o povoado de Campinho é conhecido também pela casa onde o francês Antoine de Saint-Exupéry, escritor do best-seller, o Pequeno Príncipe, hospedou-se na década de 30. As águas calmas e límpidas, repletas de peixes, fazem de Campinho um dos melhores lugares da região para prática do mergulho. Duas bases de apoio náutico podem ser encontradas em Campinho: Vida Marinha (73) 3655.5158 e a Pousada Lótus (75) 9981.2492. Outra estrutura de apoio que funciona via rádio VHF, pelo canal 16, é a Base Cristina. Ao acessá-la, pode-se solicitar combustível, gelo e outros itens necessários ao abastecimento da embarcação.
Ilha Grande
É a maior ilha da baía, medindo cerca de 4 km², e a mais povoada, com aproximadamente 1500 habitantes. Possui um pequeno porto e várias praias com águas calmas e limpas. Na ponta norte da ilha, a Prainha oferece um cenário cinematográfico. Nesta Ilha não existe nenhum automóvel. As ruas são trilhas feitas para caminhar. Alias, é o melhor meio de conhecer a ilha. Tem casas residenciais e algumas pousadas. No seu lado sul, afastada por um pequeno canal, está a Ilha Pequena
Ilha Goió
É parada obrigatória para quem faz o passeio de escuna pela baía. De frente para o povoado de Sapinho e separado por um pequeno braço de mar, a Ilha do Goió possui lindas praias desertas. Os manguezais são mais abundantes. Apresenta uma pequena estrutura de bares e restaurantes servindo peixes fritos, caranguejos, siris, lagostas, principalmente durante a temporada de verão. É também uma opção privilegiada para fundeio e permanência de embarcações, além de ser boa para banhos. O acesso é feito através da Ilha de Sapinho, a partir da qual se atravessa cerca de 200m de barco.
Taipus de Dentro
O Povoado de Taipus de Dentro, na região oeste da península está voltado para a baía de Camamú. A partir do povoado, uma caminhada até uma parada na “prainha”, banhada pelas águas da baía para apreciar as ilhas formadas ao longo da baía. Bem próximo da prainha, avista-se uma antiga gruta que se encontra envolta de raízes de velha Gameleira. Esta pequena vila de pescadores tem uma boa infra-estrutura urbana, pousada e restaurante.
Camamú
”Cabeça de ponte´ para embarcação com destino a Baía de Camamú e Barra Grande, a cidade de Camamú está localizada à margem do rio Acaraí em meio a uma área de muito mangue. Fica a 170 km de Salvador pelo sistema ferry-boat ou a 70 milhas náuticas, a partir do Farol da Barra, em Salvador, numa navegada que oferece a opção de uma bela parada em Morro de São Paulo.
Antiga cidade colonial, Camamú foi construída em dois andares, como Salvador. Na cidade alta, uma igreja e antigas casas coloniais. Na cidade baixa, o porto e a feira. Para a maioria dos turistas, Camamú é apenas um lugar de passagem. Eles preferem se hospedar em Barra Grande ou nas praias da Península de Maraú. A chegada de barco até a cidade só é possível para aqueles com baixo calado, exigindo também conhecimento da área.
Existem dois píeres, próximos à feira popular, onde podem ser encontradas diversas ofertas de serviços especializados em construção e reparos náuticos, inclusive de fibra de vidro. A Marina São Jorge (73) 3255.2291, é uma BAN (Base de Apoio ao Navegante), próxima a um dos mais famosos estaleiros da região: o Camarada, que fabrica belas embarcações de madeira.
Cajaíba
Neste local encontra-se a maior concentração de estaleiros construtores de saveiros e escunas do estado da Bahia. A área de acesso é relativamente rasa e na vila há um píer para atracação.
Da Ilha de Cajaíba ao continente são 8 km de extensão, separados do por um canal estreito e raso. Além das belezas naturais, incluindo uma praia particular na contra-costa, a ilha é reduto da História Nacional, remontando aos tempos áureos da nobreza açucareira. No local, ainda existem, e em ótimo estado de conservação, a casa grande, senzala, engenho de fábrica e as centenárias palmeiras imperiais.
A Ilha já foi residência oficial de nomes ilustres, como o 3º Governador Geral do Brasil, Mem de Sá, e o historiador e precursor do movimento bandeirante no estado, Gabriel Soares, além do Barão de Cajaíba, comandante da Sabinada – revolta liberal em favor da Independência da Bahia.
Maraú
Só recentemente a Península de Maraú foi descoberta por baianos e turistas, mas os moradores mais antigos contam que a pequena cidade já foi visitada até pelo escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, autor de "O Pequeno Príncipe", que teria permanecido no povoado tempo suficiente para ali manter uma residência.
Seja como for, a importância da cidade em séculos passados revela-se hoje nos prédios de arquitetura antiga. Do mirante da cidade alta, obtém-se uma bela vista do estuário de Maraú e da cidade baixa, podendo observar-se a ampla área de feira e as embarcações no atracadouro. A pesca é uma importante fonte de receitas para a cidade. Na agricultura, cultivam-se seringueiras, dendê (introduzido ao final do século XIX), cravo-da-índia, pupunha, cacau, guaraná e pimenta-do-reino. Uma feira livre movimenta a cidade aos sábados.
Cachoeira de Tremembé
Saindo do porto de Barra Grande e navegando pela baía, no sentido sul até chegar no Rio Baiano, durante aproximadamente 1h, depois de um trecho raso e tortuoso, se avista a bela cachoeira com 5 metros de altura e 30 metros de largura. A embarcação chega tão próxima da sua queda que é possível tomar um banho em suas águas, sem sair da embarcação.
É uma das mais bonitas cachoeiras da Bahia. Uma boa pedida para se chegar lá é de barco partindo de Maraú ou do Porto do Jobel. O local é formado por duas imensas cachoeiras do Rio Maraú que se encontra com a baía de Camamú. É a única do Brasil que deságua no mar.
Uma pequena trilha leva ao topo da cachoeira. Ali existe também uma curiosa serraria abandonada movida á água e um antigo canal de uma pequena usina hidrelétrica que funcionou no local. Para chegar lá, a melhor opção é seguir de lancha pelos rios do Céu e de Maraú, passando por manguezais, até chegar à cachoeira. Se preferir, pode seguir de carro pela BR – 030. A cachoeira fica a 25km de Maraú. Uma boa dica é levar algumas provisões, pois o local não possui nenhuma infra-estrutura.
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