Situada no meio da Costa do Brasil, a 12º58'250”Sul e 38º29'100”Oeste, a Baía de Todos os Santos possui uma entrada com 30 quilômetros de largura, no sentido Leste – Oeste, e 36 quilômetros de comprimento, no sentido Norte – Sul. Com uma superfície de 1000 quilômetros quadrados de espelho d´água navegável e um contorno com 238 quilômetros de extensão a Baía possui paisagens tropicais com natureza exuberante, onde se destacam as palmeiras, praias de areias claras e manguezais. Com três grandes ilhas – Itaparica, Frades e Maré –, dezenas de outras menores e recebendo as águas de três grandes rios: Jaguaripe, Paraguaçu e Subaé a Baía encanta seus visitantes desde o início do século 16. Descoberta e nomeada pelos portugueses em 1501, foi escolhida como o principal porto do Atlântico Sul para as naus que exploravam o litoral do Brasil e que faziam a “rota das especiarias” explorando o transporte de mercadorias entre os portos da Europa e a Índia. Isso se deve às suas águas abrigadas e tranqüilas, fator ali do às correntes marinhas descendentes da costa brasileira e aos ventos favoráveis que, praticamente, conduzem as embarcações à vela desde a Linha do Equador até a entrada da Baía. Outra rota marítima bastante utilizada no passado para trazer os escravos da África para o Brasil, começa em Angola e chega até a Baía. No seu lado Norte os portugueses fundaram em 1549 a primeira capital do Brasil, a Cidade do Salvador, inicialmente uma fortaleza militar e hoje uma metrópole com 2,5 milhões de habitantes, um destino turístico procurado por viajantes de todo o mundo. No entorno da Baía são encontradas pequenas cidades com arquitetura colonial portuguesa que nasceram no século 17, época em que vicejavam centenas de canaviais e engenhos de açúcar, cuja produção era exportada para a Europa. A tradição da navegação comercial iniciada há 500 anos pelas naus agora é representada por centenas de modernas embarcações que chegam assiduamente em viagens de passeio ou esportivas. Parada assídua dos veleiros nas rota do litoral brasileiro ou entre o Caribe e o Rio da Prata, na Argentina, a Baía abriga regatas e outros eventos esportivos náuticos realizadas em várias épocas do ano, como as regatas internacionais Jacques Vabre, Mine-Transat e Around Alone, entre outras. Nela, o visitante náutico encontra à sua disposição diversas Bases de Apoio Náutico – BAN, com infra-estrutura e serviços que atendem às suas necessidades. Além de um grande número de paisagens marinhas, o entorno da Baía é repleto de atrações como a cultura afro-brasileira e a arquitetura colonial portuguesa que, juntamente com todos os serviços disponibilizados oferecem tudo para uma estada agradável, segura e confortável (conheça as rotas navegáveis).
Nos meses quentes (outubro a março) os ventos predominam do Norte para o Sul no período da manhã, mudando para o Nordeste para Sudoeste no meio da tarde. À noite a brisa é suave em toda a Baía de Todos os Santos. Eventualmente ocorrem ventos do Leste para Oeste com velocidade entre 15 e 37 nós (28 a 69 quilômetros por hora). Nos meses de chuva (abril a setembro) é comum os ventos Sul-Sueste e Sudoeste para Noroeste com velocidades que chegam a 25 nós (46 quilômetros por hora), geralmente acompanhados por uma frente fria, com chuvas que duram até 3 dias. Ainda nesse período, o vento do Noroeste para Sudeste surge com velocidade superiores a 30 nós (55 quilômetros por hora) pode tornar a navegação na Baía de Todos os Santos perigosa entre 15 minutos até 2 horas.
Ondas curtas com altura variando entre 0,5 e 1,0 metro predominam nos meses quentes. Nos meses de chuva, as frentes frias elevam as ondas para até 2,5 metros de altura.
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